terça-feira, 14 de junho de 2011

O DESAFIO DE TODOS OS DIAS

Nessa ultima sexta feira, meu grupo de EDP apresentou um pouco do material do livreto elaborado por toda a turma do IV período e, agora, gostaria de compartilhar como foi essa vivência nesse campo de batalha que é ministrar aulas!
E esse dia de exposição do livreto nunca será esquecido. Primeiro que eu acho que todos cresceram como pessoas bem como profissionais elaborando ele. Segundo porque a exposição deste foi uma grande experiência.
 Antes de todos os alunos sentarem, parecia que meu coração ia sair da boca e que o frio na barriga não ia passar. Todos se sentaram e eu era o primeiro a falar. A primeira coisa que senti foi a minha testa gelada e em seguida todos os olhares voltados para mim. Parecia que esperavam o meu melhor e era isso que eu ia tentar fazer. Comecei. O corpo travado, as palavras saindo embaralhadas, o suor escorrendo mais e mais, o conhecimento fugindo pela boca, o professor olhando e anotando, meus companheiros esperando que eu “mudasse de marcha”. NOSSA. Sem que eu notasse já tinha acabado a minha vez e minha amiga tomou a frente na aula.
Até eu falar novamente, consegui observar um fenômeno da física (“ação e reação”) nessa aula, cada atitude nossa tinha uma resposta deles. Pude comparar a aula como um relacionamento amoroso também. Quando começávamos a ficar muito tempo num assunto, ou sem fazer algo que chamasse realmente a atenção deles, ou seja, quando “caiamos na rotina”, eles já dispersavam, pensavam em outras coisas e a aula já não era o ponto chave daquele momento. Observei a evolução atuando naqueles indivíduos. Por exemplo, pude ver a diversidade de idéias e sentimentos diferentes naqueles rostinhos as nove horas da manhã. Achei interessante que algumas questões nós não sabíamos responder e é isso que torna isto ainda mais legal, a necessidade de sempre estarmos nos atualizando. Afinal sou um aspirante a professor!
Nossa... foi uma pressão, uma guerra que só quem esta lá na frente pra entender. Entender a vontade de não errar, de querer fazer o melhor, de interagir com os alunos, de tornar o ambiente agradável, de ver que eles querem que você retorne não só pela sua presença, mas pelo conteúdo da aula, de sentir que a maioria ama a sua aula, de olhar nos olhos deles e sentir que eles estão entendendo, de vencer com amor aquela turminha bagunceira, de ver que você consegue inserir algo a mais em suas vidas, de sentir todo o dia um friozinho na barriga e, para ganhar o dia, escutar no final da aula: “também quero ser BIÓLOGO”.
Essa frase realmente me emocionou, melhorou o meu dia e me incentivou ainda mais a querer vencer essa “guerra” todos os dias. 

Paródia e Fotos


Cantando com os meninos!

Apresentando!
*-*

Wêrana explicando!

Sala de aula!



Paródia: A Casa

Letra original: Vinícius de Moraes

Modificação da Letra: Kamila e Wêrana

Era um lugar muito engraçado

E o seu nome era Cerrado

Tinha a pindaíba e o barbatimão

Que faziam parte da vegetação

O peixe jaú vivia ali

A jararaca e o peixe mandi

O lindo tucano com o seu bicão

Não é uma espécie em extinção

E para o Cerrado não se acabar

Vamos juntinhos dele cuidar 2 X






Divulgação do Livreto Biodiversidade do Cerrado



Oi pessoal,
Estou aqui para contar um pouquinho da apresentação de EDP 4!! Eu e a Wêrana fomos até a Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes acompanhadas pela professora Flávia! Nosso público alvo foram os alunos do 7º ano ( antiga 6ª série) e 6° ano ( antiga 5ª série). Os alunos participaram e a interação foi muito legal. Na verdade, não é fácil chegar na sala de aula e ver todo mundo olhando para você, mas como eles interagiram comigo e com a Wêrana, isso nos deu mais segurança! No final da apresentação cantamos uma paródia e novamente fomos surpreendidas com a participação deles. Enfim, foi uma experiência muito boa , pois além de divulgar um assunto interessante para os biólogos, tive mais uma oportunidade de conhecer um ambiente escolar diferente do qual eu convivo através do PIBID!
Vou colocar a letra da paródia e algumas fotos para vocês olharem!
Obrigada.



domingo, 12 de junho de 2011

Afinal, quem é o Gato Mourisco?




Após nossa última aula de campo de Diversidade de Vertebrados confesso que eu, uma apaixonada por Felinos, fiquei com a curiosidade de saber como seria o tal Gato Mourisco que apenas pudemos sentir o forte cheiro de sua urina. Então comecei a pesquisar um pouco sobre este animal e trago para vocês algumas informações obtidas.

Também conhecido como Jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi), é um gato selvagem que pode atingir até 80cm de corpo e 50cm de cauda enquanto seu peso varia de 3 a 9kg. Sua cabeça é curta, as orelhas são pequenas e arredondadas e os olhos bem voltados para a frente. Sua distribuição pelo Brasil é ampla porém é considerada como vulnerável em algumas regiões e ameaçado de extinção em Minas Gerais.
Esse felídeo pode às vezes ser confundido às lontras e ariranhas por apresentar morfologia um tanto quanto diferente aos outros táxons de sua família. Habita matas fechadas e sua dieta consiste de ovos, pássaros, anfíbios, peixes e roedores. O período de gestação é de cerca de 70 dias, quando nascem de 2 a 4 filhotes. Ao contrário dos outros felinos, sua atividade é diurna e pode dividir espaço com outros animais da mesma espécie.
É um dos felinos de maior distribuição geográfica, mas é difícil de ser encontrado devido a seu grande espaço de atividade que se figura em torno dos 50km².

É o único Felídeo brasileiro que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira ameaçada de extinção, mas como aos demais felinos encontra-se vulnerável devido à fragmentação de seu habitat natural já que precisam de grandes áreas de atividade para viverem bem.

Para saber mais:

sábado, 11 de junho de 2011

Um não urso comedor de mel...

A Irara - Eira barbara, não é endemica do cerrado, possui grande distribuição geográfica, ocorrendo desde o México até o norte da Argentina. É um animal ativo a partir do entardecer, solitário e encontrado em áreas de florestas.

Eira barbara possui corpo esguio e musculoso, a cauda longa e as orelhas pequenas e arredondadas. É um animal com plasticidade alimentar, se alimentando de frutas, mel (em algumas regiões é chamado de Papa-Mel por ser este seu alimento preferido) e outros vertebrados como ratos e aves por exemplo. Ela possui grande habilidades com as mãos, sendo capaz de girar um fruto até apanha-lo.

Variação no padrão de coloração em Eira Barbara .

                         Variação no padrão de coloração em Eira Barbara .

A coloração deste táxon varia de acordo com o local de ocorrência. Variando em colorações escuras pelo corpo, em outras a cabeça é mais escura em relação ao corpo. No Brasil ha registros destes animais apresentando coloração branca-amarela e corpo escuro com cabeça e pescoço cinza.

A diferença na coloração de mamíferos é relacionada a camuflagem, a comunicação entre os indivíduos e funções físico-fisiológicos de acordo com o ambiente. Na irara essa variação fenotípica, pode estar relacionada a diferenças climáticas, faixa etária, sexo, peso e entre outros fatores.


PARA SABER MAIS:
TORTATO, F. G.; ALTHOFF, S. L.; Variações na coloração de iraras (Eira barbara Linnaeus, 1758 -
Carnivora, Mustelidae) da Reserva Biológica Estadual do Sassafrás, Santa Catarina, sul do Brasil. Biota Neotropica, v7 (n3) - bn02007032007.

Fonte da segunda foto: http://ra-bugio.zip.net/arch2005-11-20_2005-11-26.html

Site Terra da Gente: http://eptv.globo.com/terradagente/0,0,2,326;3,irara.aspx


quarta-feira, 8 de junho de 2011

O "Lagarto Necrófilo" - Ameiva ameiva

Emanuel Teixeira da Silva/Divulgação

Um fato curioso foi observado por Biólogos da Universidade Federal de Viçosa. O caso foi descrito por Henrique Caldeira Costa na revista científica "Herpetology Notes".
Os biólogos estariam na estrada quando pararam para fotografar o lagarto da espécie Ameiva ameiva e só então perceberam que se tratava de uma tentativa de cópula com uma fêmea morta.
Além disso, o macho teve que algumas vezes enfrentar um outro lagarto de menor tamanho que também havia se interessado pela sua "noiva cadáver".
O fato poderia ter várias causas. Primeiro, uma necrópsia da fêmea revelou que ela estava apta a ser fecundada quando morreu. As calangas costumam deixar uma trilha de cheiro quando receptivas, o que, claro, atrai os dois machos. E, exposto na estrada num dia de calor, seu corpo ainda estava quente, o que teria confundido os pretendentes.


Retirado do texto de Reinaldo José Lopes para a Folha Online em 10/04/2010
(acessado em 08/06/2011)

Vocês conhecem a Copaíba?


A Copaifera langsdorffii (copaíba) é uma árvore encontrada no cerrado.Ela é utilizada no plantio de áreas degradadas, para a recomposição florestal.Sua madeira é usada na construção civil, além disso ela produz um líquido transparente que é usado na indústria farmacêutica e cosmética. O óleo de copaíba tem propriedades cicatrizante, antiiflamatório,anti séptico e diurético,mas não é recomendável utilizar o produto sem uma recomendação médica.
Essa árvore produz uma grande quantidade de sementes anualmente e a sua semente é recoberta por um arilo alaranjado, de consistência carnosa e mucilaginosa, muito apreciado por algumas aves. Floresce entre os meses de dezembro e março e os frutos amadurecem entre agosto e setembro.